Prótese Robótica de Joelho e Quadril: Como Funciona e Quais os Benefícios da Cirurgia Assistida por Robô

prótese robótica

A chamada prótese robótica, termo popular para a artroplastia com auxílio de robô, desperta curiosidade e também muitas dúvidas. O robô opera sozinho? A cirurgia é melhor do que a convencional?

Vale esclarecer desde já: o implante segue os mesmos princípios da cirurgia convencional e combina metal, cerâmica e polietileno. Por outro lado, a tecnologia acrescenta apoio ao planejamento e à execução do posicionamento da prótese, sempre sob o controle do cirurgião.

Neste conteúdo, você vai entender como funciona a cirurgia robótica, para quem ela pode ter indicação, quais benefícios a literatura descreve, o que a ciência ainda debate e como é a recuperação.

O Que é a Prótese Robótica?

Chamamos de prótese robótica a prótese de joelho ou de quadril que o cirurgião implanta com o auxílio de um sistema robótico. Na artroplastia, o cirurgião substitui a articulação desgastada por um implante artificial.

Na versão com robô, uma plataforma com braço mecânico, software de planejamento e sensores colabora com o cirurgião. Assim, o preparo do osso e o posicionamento do implante seguem o plano traçado para cada paciente.

É importante desfazer um mito: o robô não toma decisões nem opera por conta própria. O cirurgião continua responsável pela indicação, pelo planejamento e pela condução do procedimento, e a tecnologia funciona como uma ferramenta que auxilia na precisão.

Como Funciona a Cirurgia Assistida por Robô?

O processo costuma ter três etapas, com variações conforme a plataforma. Na primeira, o planejamento, muitos sistemas usam uma tomografia do joelho ou do quadril para gerar um modelo tridimensional da articulação. Nesse modelo, o cirurgião define tamanho, alinhamento e posição ideais do implante. Já outras plataformas dispensam a tomografia e mapeiam a anatomia durante a própria cirurgia, por meio de sensores.

Na segunda etapa, já no centro cirúrgico, o cirurgião ajusta o sistema à anatomia do paciente e confere o plano em tempo real. No joelho, é possível avaliar o equilíbrio dos ligamentos durante a movimentação da articulação e refinar o plano antes dos cortes ósseos. No quadril, o sistema auxilia no posicionamento do componente do acetábulo e na manutenção do comprimento e do alinhamento da perna.

Na terceira etapa, a da execução, o braço robótico acompanha os movimentos do cirurgião e limita a ação dos instrumentos à área planejada. Dessa forma, o cirurgião remove apenas o osso necessário e preserva as estruturas saudáveis ao redor.

Quais São os Possíveis Benefícios da Cirurgia Robótica?

Os principais benefícios que a literatura médica descreve ligam-se à precisão. Estudos indicam que a assistência robótica tende a posicionar o implante mais próximo do que o cirurgião planejou, com menor variação de alinhamento do que a técnica convencional apresenta. No joelho, isso pode contribuir para o equilíbrio dos ligamentos. No quadril, ajuda na correta posição do componente e na manutenção do comprimento das pernas.

Além disso, alguns trabalhos sugerem menor agressão aos tecidos moles, menos dor nos primeiros dias e retorno mais rápido às atividades iniciais em parte dos pacientes. No entanto, esses resultados variam entre os estudos e entre as pessoas, portanto nenhum paciente deve entendê-los como garantia.

O Que Ainda Está em Debate?

A ciência ainda investiga se a maior precisão se traduz em vantagens a longo prazo, como maior durabilidade do implante, menor necessidade de nova cirurgia e melhores resultados funcionais depois de muitos anos.

O desfecho também depende da experiência da equipe cirúrgica. Além disso, a tecnologia pode custar mais, estar disponível apenas em determinados hospitais e ter cobertura variável pelos planos de saúde.

Por isso, não convém encarar a cirurgia robótica como automaticamente superior. Ela representa mais uma opção para discutir com o médico, a partir das necessidades de cada caso.

Quem Pode Ser Candidato à Prótese de Joelho ou de Quadril?

As indicações para a prótese coincidem com as da cirurgia convencional: artrose avançada, necrose da cabeça do fêmur, sequelas de fraturas e outras doenças articulares que causam dor e limitação mesmo após o tratamento conservador.

O ortopedista define se a prótese é necessária e se a técnica com robô é adequada. Para isso, ele avalia sintomas, exames de imagem, idade, nível de atividade e características anatômicas. Em situações como deformidades importantes ou implantes anteriores, a escolha da técnica exige uma análise ainda mais cuidadosa.

Para entender melhor em quais situações o cirurgião considera a prótese de quadril, leia também o artigo Prótese de Quadril: Quando é Indicada e Como é a Recuperação.

Como é a Recuperação?

A recuperação segue princípios semelhantes aos da cirurgia convencional. A equipe costuma estimular o paciente a se levantar nas primeiras horas ou no primeiro dia. Em seguida, a fisioterapia começa cedo para recuperar movimento, força e equilíbrio.

O prazo para voltar a dirigir, trabalhar ou praticar exercícios depende da articulação operada, do tipo de prótese e da evolução de cada pessoa, e o médico o define. Portanto, seguir as orientações de fisioterapia e comparecer às consultas de retorno pesa tanto no resultado quanto a tecnologia que a equipe usou na cirurgia.

Perguntas Frequentes sobre a Prótese Robótica

O robô substitui o cirurgião?
Não. O sistema robótico é uma ferramenta de apoio. O cirurgião faz o planejamento e toma todas as decisões durante a cirurgia.

A cirurgia robótica é menos arriscada?
Os riscos gerais de uma prótese, como infecção, trombose e problemas de cicatrização, continuam existindo, e a técnica robótica não os elimina. O que muda é o apoio à precisão do posicionamento do implante. Por isso, converse sobre os riscos individualmente com o cirurgião.

A prótese colocada com robô dura mais?
Ainda não há evidência consolidada de que o implante com auxílio robótico dure mais do que o da técnica convencional. Afinal, a durabilidade depende de vários fatores, como a qualidade do implante, o posicionamento, o peso corporal, o nível de atividade e os cuidados no pós-operatório.

Quando procurar avaliação

Dor persistente no joelho ou no quadril, que limita atividades do dia a dia como caminhar, subir escadas ou dormir, merece avaliação médica. Contudo, nem todo caso de desgaste articular precisa de cirurgia: a indicação de prótese depende do grau da lesão, dos exames de imagem, da resposta a tratamentos anteriores e das condições gerais de saúde de cada paciente.

Na consulta, o ortopedista avalia o histórico e os exames e discute as alternativas de tratamento, cirúrgicas ou não.

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Fausto Santana Celestino

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– Formação: Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Cirurgia Translacional -UNIFESP.

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Rodrigo de Almeida Mastrorosa

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– Formação: Graduada em Medicina pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Ortopédico de Passo Fundo e UFFS.

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Observership em joints replacement surgery pela Universidade de Miami.

Fabio Antonio Vieira

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– Formação: Graduado pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp-EPM), com especialização em Ortopedia e Traumatologia e em Cirurgia da Coluna na Unifesp-EPM.

Mestrado na Unifesp-EPM, Doutorado pela Unifesp-EPM /Harvard Medical School, Research Fellow pela Harvard Medical School, e chefe do Grupo da Coluna Unifesp-EPM.

Leo Renato Shigueru Ueda

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– Formação:  Médico Ortopedista, com especialização em Cirurgia de Ombro e Cotovelo pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP – EPM)

– Pós-Graduaçao em Medicina Regenerativa (Orthoregen International Course)

Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)

Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo (SBCOC)

Membro da Sociedade Latinoamericana de Hombro y Codo (SLAHOC)

Membro da American Society of Regenerative Academy (ASRM)

Felipe Conrado Schumacher

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– Especialização: ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA ESPECIALISTA EM CIRURGIA DO JOELHO

– Formação: 

2004-2009: Graduação em medicina  pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo –  (EPM – UNIFESP)

2010 – 2012: Especialização em Ortopedia e Traumatologia pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo –  (EPM – UNIFESP)

2013-2014: Especialização em cirurgia do joelho pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo –  (EPM – UNIFESP)

Membro e preceptor do grupo de Cirurgia do joelho da Escola Paulista de Medicina / UNIFESP – EPM.

Membro da comissão de graduação da Ortopedia da Escola Paulista de Medicina / UNIFESP – EPM.

Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)

Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do joelho (SBCJ)

Membro da comissão de ensino e Treinamento da Sociedade Brasileira de cirurgia do joelho (CET/SBCJ).

Membro e preceptor do grupo de Residência em Ortopedia e Traumatologia do hospital Alvorada Moema.

Paulo Satiro de Souza

MINI CURRICULO

– Especialização: Ortopedia / Coluna

– Formação: USP e Residencia pela UNIFESP

– ⁠Mestrado UNIFESP

– ⁠Fellow de 1 ano no twin cities spine center em minessota Eua e em Miami no coral gables children’s hospital

José Geraldo de Lima

MINI CURRICULO

– Especialização: Ortopedia e Traumatologia na USP;

– Formação: Mestrado na UNIFESP;

Sociedade Brasileira Quadril;

Formado Ciências Médicas Santos;